segunda-feira, 14 de março de 2011

Porque não tentar?

   Se o Deus católico existir, Ele deve ter uma personalidade bastante inconveniente. Dizem que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Não concordo. No mínimo ele deve escrever de trás para frente também. Se Ele a tudo controla, qual o motivo de assolar o Haiti com terremotos? Acho que o país mais pobre da América do Sul já passa por provações suficientes há muito tempo. E os trezentos abalos sísmicos que ocorreram no Japão esses dias? Não acho que há religião alguma que possa explicar satisfatoriamente coisas assim.
                Se Ele existir mesmo, temo ser enviado ao inferno por questionar suas vontades. A verdade é que sempre tive medo de não ir para o céu. Tanto é verdade que só fui falar palavrões frequentemente depois dos 14 anos de idade. Nem tanto é verdade porque nunca gostei de rezas, beatices, padres e missas. Fazendo assim, acho que alcanço um meio termo e consigo ao menos um julgamento justo quando da hora da morte.
                No meu dia-a-dia, após quase 22 anos de observações, divagações e análises acabei por criar minha própria religião. Ela é simples, diga-se de passagem. Não há mandamentos, não há templos, não há adoração, não há orações. Tudo que você tem que fazer é tentar. Essa é a palavra chave. Tente ser humilde, tente ser educado, tente ser cordial, tente ser gentil e, acima de tudo, tente não fazer mal a ninguém. Há apenas uma proibição. Não roube. Tudo que possa acontecer de ruim se resume a roubar, já diziam alguns árabes.
               Admito que não sigo à risca todos esses dizeres da minha religião, mas eu tento, e essa é a questão. Um detalhe importante: há um Deus. Ele é responsável por tudo que conhecemos. Não sei se ele explica a origem da vida ou o porquê de algumas pessoas serem tão chatas. Apenas tenho a certeza de que ele está lá para julgar nossa passagem por esse plano e decidir o próximo passo do ciclo. Quem não tem religião ou está procurando por algo nesse sentido considero essa uma boa escolha. Pelo menos foi para mim.

domingo, 13 de março de 2011

Porque foi que eu virei vascaíno?

Nasci no dia 30 de abril de 1989, ano em que o Clube de Regatas Vasco da Gama foi campeão brasileiro. Acho que quando um time nasce no coração de uma pessoa esse tipo de coincidência acontece. Meu pai é vascaíno, minha mãe é vascaína, vários tios são vascaínos, vários primos são vascaínos. Enfim, minha família, exceto alguns desviados, são vascaínos. O natural é que eu nascesse torcendo para esse time e continuasse assim a vida toda. Mas nao foi bem assim. A torcida do flamengo é bem grande e sempre é maioria em qualquer sala de aula.
Por volta dos 10 ou 11 anos eu estudava em uma escola com poucos alunos em cada sala. Insuportavelmente eu era um vascaíno no meio de 10 flamenguistas, ou seja, apenas eu não torcia para os urubus. Uma criança não aguenta muito tempo sendo zuada por seus coleguinhas e assim foi comigo. Comecei a pensar no porque daquele time ter uma torcida tão chata e azucrinante. Sempre fui meio filósofo e busquei explicação para tudo mas não cheguei a uma conclusão sobre a "Questão Flamengo". Como um bom curioso entrei de cabeça nessa questão e decidi que eu iria tentar ser flamenguista. Eu tentava assistir os jogos, tentava gritar os gols, desenhava o escudo do flamengo nos cadernos, conversava sobre os jogadores com os coleguinhas doentes. Passei quase dois meses nisso. Não aguentei e não descobri nada. Porém cheguei a conclusão de que cada pessoa nasce com o seu time escrito intimamente no coração e que o nome escrito no meu era Vasco da Gama.

Mais uma primeira vez em alguma coisa. Sempre acontece né?

       Um dia eu pensei: porque não escrever um Blog? Eu não tinha motivos para não escrevê-lo. Afinal, é só começar a digitar e os pensamentos vão saindo. Minha principal duvida é saber se alguém na face da terra vai se interessar pelos meus pensamentos bestas. Meu Deus, eu penso em tanta coisa ao mesmo tempo que nem tenho tempo de pensar em tudo. Sentiram a profundidade desse mais novo pensamento que acabou de sair? Pois é, é nessa confusão que eu vivo todo dia. A coisa mais difícil é decidir alguma coisa para mim. Se for para os outros eu o faço sem titubear. No entanto, se a coisa for pro meu lado ai são horas e horas para decidir e sempre acho que me decidi pelo errado.
       Tenho medo de um monte de besteiras. Quem diabos nesse mundo tem medo de borboletas? Pois é, se elas voarem longe eu acho bem legal. Se eu tivesse certeza de que elas nunca, nunca, pousariam eu mim eu até as suportaria. Já as baratas eu não suporto nem vê-las de longe, eu posso até não estar vendo mas sinto o cheiro tão pequenas elas sejam. Tenho medo de gafanhotos também, eles são nojentos, basta isso.
      Não tenho medo de outras tantas coisas que a maioria tem medo. Altura, cobra, rato, sapo, aranhas. Nenhum desses desperta nada em mim além de curiosidade.
Tenho muitas ambições na minha vida. Um delas é ser muito rico, outra é ser muito bonito, outra é continuar muito feliz. A primeira dessas ambições eu pretendo realizar em no maximo dez anos, afinal, estudo e batalho por isso. A segunda ambição eu conseguirei assim que realizar a primeira("risos"). A terceira é a mais complicada de todas, logo acontecem coisas todo dia e se manter assim é muito dificil. Mas no fim espero ter tudo isso: grana, beleza e uma família feliz. Ai estaria tudo nos conformes.
       Minha irmã falou que eu tinha o coração de pedra. E que eu tinha o coração mais empedrado que ela conhecia. Nao tenho muita pena de pessoas não, geralmente elas colhem aquilo que plantam, geralmente. Ja dos animais eu tenho pena, eles geralmente nao tem culpa de muita coisa. Nao me apego muito às pessoas, mas tenho minhas exceções. Acho que as  minhas exceções sabem que são minhas exceções. Embora haja exceções que ainda nao saibam disso. Afinal, toda regra tem exceções.
       É o meu primeiro texto publico. Minha finalidade é de quem um dia puder ler, conhecer um pouco de mim.
Abraço a todos.