Certa dia, procurado por uma amiga, esclareci a ela sua situação no contexto das tampas e panelas. Dessa vez, certa conversa com um amigo, também de caráter filosófico-metafórico, motivou-me a escrever esse texto. A intersecção entre o universo masculino e o feminino tem lá seus momentos inusitados. Estávamos em um bar e, entre uma garrafa e outra, o amigo relatou algo comum em seus relacionamentos. Falou-me que facilmente se cansava das mulheres com quem se envolvia.
Isso é normal, dependendo do tipo de mulheres com as quais ele estava se envolvendo. Afinal, esse sentimento é comum tanto para homens quanto para mulheres. Comparei os dois com uma das garrafas debaixo da mesa: quanto mais vazia, pior. E não há nada mais chato que pessoas vazias, sem conteúdo. Em apenas uma noite você já as conhece completamente e elas se tornam desinteressantes.
Conversa vai, conversa vem e até que cheguei a uma conclusão. Nós, homens, somos seres brutos e gostamos de coisas brutas e selvagens. Gostamos principalmente de sair à caça. Quando há caças que não nos fazem sair para caçar é como se caçássemos presas com pés amarrados. E se os homens têm que caçar presas amarradas, ela deixa de ser caça e passa a ser pique-esconde. Pique-esconde é muito bom, mas comparado a caçar, é apenas mais uma brincadeira.