sábado, 26 de março de 2011

Porque meu cachorro tem que ser assim?

Acordei hoje cedo, olhei para meu cachorro vira-lata de estimação e vi nele a cara da pobreza. Seu nome é Fidel Castro e ele é fedorento, branco com manchas marrons e gosta de pular. O mais impressionante é que sinto no olhar dele o mesmo carinho de quatro ou cinco anos atrás quando o adotamos. Esse olhar, no entanto, não reproduz de maneira alguma o tratamento que dispensei a ele durante seus três primeiros anos de vida. Deus sabe que ele mereceu aquilo e Ele também que sabe que por diversas vezes exagerei. Não é algo de que me orgulhe e me arrependo muito disso. O Louco, como é chamado carinhosamente por aqui, tem várias manias que fazem jus ao apelido. Não consigo entender porque ele fica tão furioso quando alguém se esconde atrás de uma cadeira. Ele não é muito chegado à ração— vê-se aí sua falta de requinte, tão comum aos vira-latas— assim, quando se depara com azeitonas, cebolas e feijão, ele trata de separá-los calmamente e jogá-los para fora do prato. O pior é quando alguém está comendo algo e então ele senta, e baba, implorando por um pedaço do que quer que seja. Quando enfim consegue o bendito pedaço ele apenas cheira e volta a sentar e babar. É ou não é um cachorro singular?
            Escrevo esse texto um pouco triste, por lembrar-me de como tratei tão mal um sujeito que me trata tão bem, parece que sempre ri e está pronto para mim. Há dez dias escrevi esse texto e ao acordar hoje pela manhã o capô do carro estava completamente arranhado. Retiro tudo de bom que disse desse cão infeliz.

2 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkk!!!
    hilárioo! tadiinho do fidel! :)

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  2. hahahaha...

    mto bom!!!!

    cachorro é bicho salientee!!

    num pode dá moral não..

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