Quem não me conhece pensa que sou muito responsável. E eu realmente acho que sou. E muitos dos que me conhecem pensam assim também. Que coisa, não? Mas o que poucos sabem é que minha verdadeira natureza é a alma da preguiça. Se pudesse, não faria nada sobre nada, nunca. O problema é que fazer nada dá muito trabalho.
Imagino que procurar sobre o que pensar o dia todo deve ser muito dispendioso. Acho que por isso tenho uma rotina tão atribulada. Assim não tenho que pensar no que fazer e simplesmente fazer. Ser responsável entra nessa conjectura da preguiça. Pensem comigo, dá menos trabalho zelar pelo bom andamento das coisas do que ir às assistências técnicas, do que fazer provas de segunda chamada e do que comparecer a audiências para definição de uma pensão alimentícia.
A noção da preguiça fica dualizada dessa forma. Então, se pensarmos da forma tradicional onde os preguiçosos são preguiçosos e o tratarmos como pólo negativo e depois pensarmos na forma conjecturada por mim como pólo positivo eles acabam se anulando e, no fim, somos todos farinha do mesmo saco. E o preconceito sobre os “sem-ação” é derrubado aqui e agora.
È confuso, admito. Mas ,como já dizia Mario Quintana “...E que fique muito mal explicado. Não faço força para ser entendido, quem faz sentido é soldado”.
Por Deodoro Cunha.
Preguiça não nos impede de sermos também responsaveis. :) podemos ser os dois, depende apenas do momento. Rs
ResponderExcluirAcredito que ser responsável não dá a sensação de preguiça. Ter cuidado com a vida e com as coisas dá menos trabalho fisicamente e mais psicologicamente (preguiça). Daí o velho ditado: o preguiçoso trabalha duas vezes. É o que penso, só isso. Dá uma olhada no meu blog: http://junniornascimento.blogspot.com/
ResponderExcluirO estilo é um pouquinho diferente, mas espero que goste (ou não, hehehe)...