Ontem assisti a uma palestra do Dr. Abcd sobre câncer do intestino. O palestrante era muito conceituado e possuía muitos anos de carreira e um conhecimento e experiência clínica muito grandes. No entanto, não foi isso que me chamou a atenção.
Não foi o tema, não foi a inteligência e oratória do sujeito e muito menos o andamento da palestra que me fizeram refletir. Normalmente, pessoas mentalmente acertadas e que se preocupam, mesmo que um pouco, com o próximo pensam duas vezes antes de falar coisas e externar seus pensamentos. Na minha noção de beleza, as pessoas admiram outras pessoas, admiram paisagens e boas ações. No entanto, esse Dr. Abcd admirava doenças, de todo o tipo. Falava delas como se fossem maravilhas do mundo moderno. Vibrava e ria discretamente a cada relato de diagnóstico de cânceres raros. Em certo momento ele soltou: “Nunca tive o prazer, a sorte, de me deparar no meu consultório com um câncer de tal tipo”. Essa frase, no mínimo, deveria ser escrita assim: “Graças a Deus nunca tive o desprazer, a infelicidade, de encontrar um paciente com um câncer dessa magnitude”. Tenho a impressão de que esse médico não consegue mais perceber o sofrimento no rosto dos seus pacientes e a angustia dos familiares. Considero um desrespeito ao sofrimento alheio.
Muitas vezes o médico faz o papel de “mensageiro da morte” e isso merece serenidade e compreensão do ser humano que vão muito além do simples diálogo com o paciente. O bom senso deve ser uma máxima na vida de todos nós.
axu q dos prazeres da medicina umq n esta incluso crtz eh kerer ver alguem c doença tao grave!blog massa.parabens.fws
ResponderExcluirDeodoro, você escreve muito bem. Não imaginava isso.
ResponderExcluirAbreço do seu antigo vizinho, Antão Luis
Ameeei o texto Deeo!!!
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